sexta-feira, 25 de novembro de 2011

KEY CLUB - Anuidade 2011/2012


Ex.mo Senhor Administrador
Massa Insolvente de PALME II

Comercialização de Cartões de Desconto, S.A.

Campo Grande, 28 – 3.º C
1700-093 Lisboa










ANUIDADE REFERENTE A 2011/2012

V/ Carta datada de 2011-11-01




CARTÃO KEY CLUB “PREMIUM”




P.V.P. do Cartão Key Club.: 4.641,00 €












Exmo. Senhor,

Tendo a empresa Palme II, S.A. procedido à realização de diversas alterações, sem contudo ter avisado previamente os sócios do Key Club da sua intenção de introduzir essas mudanças e desse modo obter a imprescindível aprovação e aceitação dos seus Associados, verifica-se, contudo que, após isso, tem a pretensão de cobrar os valores das anuidades referentes a serviços específicos que a Palme II, S.A. deixou de prestar, na sequência das alterações referidas.


Assim sendo, não se compreende a vossa ilícita pretensão de agora, além dos factos referidos, pretenderem ainda “fazer uma atualização” do valor da anuidade supracitada, visto que a maioria dos serviços previstos pela cláusula referente às anuidades deixaram de ser prestados pela V/ Empresa.

É uma das obrigações da empresa Palme II, S.A. prestar INFORMAÇÃO PERIÓDICA ao Titular Principal do Cartão Key Club, o que manifestamente já não faz há algum tempo. Tal situação, extremamente penalizadora para todos os titulares do Cartão Key Club, reveste-se de ilegalidade, verificando-se assim que a empresa Palme II, S.A. entrou em incumprimento das suas obrigações.

Efetivamente, no período de 2010-2011, a empresa Palme II, S.A. em vez de me remeter as Publicações exclusivas do «Key Club», nomeadamente:



- o Manual de Descontos;



- a Newsletter do Key Club;



- o Guia de Descontos em Hotéis de Portugal para Sócios;


bem como outros folhetos de interesse para o Sócio, na Área de Viagens / Turismo, efectivamente o que me foi remetido via postal, duas vezes, foi o Guia de Descontos da D-Mail, o qual nunca solicitei e o mesmo não se coaduna com o objeto do Contrato associado ao Cartão Key Club Premium, ou seja, na Área de Viagens / Hotelaria.


Pelo exposto e pelos motivos a seguir indicados, junto se devolve a V. Exa. a carta remetida pela insolvente Palme II – Comercialização de Cartões de Desconto, S.A., datada de 1 de Novembro de 2011:


1. De acordo com a advertência publicada em Diário da República, 2.ª série – N.º 187, no dia 26 de Setembro de 2008, no Anúncio n.º 5838/2008, é referido o seguinte, em relação à Insolvente Palme II Comercialização de Cartões de Desconto, S.A. (NIF 503364908): «Para Administrador da Insolvência é nomeado… Dr. José Luís Caetano Marques, Rua Padre Luís Aparício, n.º 9 – 2.º Dt.º, 1150-248 Lisboa. Ficam advertidos os devedores da insolvente de que as prestações a que estejam obrigados deverão ser feitas ao Administrador da Insolvência e não ao prório insolvente.»

2. A carta da Palme II, S.A., datada de 1 de Novembro de 2011, a informar que se encontra a pagamento a anuidade referente a 2011/2012, no valor de € 97,00, por meio de Cheque ou Pagamento por Multibanco, não corresponde a uma Factura ou a documento equiparado, uma vez que não preenche os requisitos obrigatórios: não tem qualquer numeração sequencial, nem faz qualquer especificação ao Tipo de Serviço em causa, bem como à respetiva Taxa de IVA aplicada e ao valor dessa retenção;

3. Até à presente data, não me foi remetido o RECIBO referente à liquidação que já efetuei do P.V.P. do Cartão Key Club, no Valor Total de 4.641,00 €, pelo que aguardo pelo seu envio, dentro da maior brevidade possível;

4. Do mesmo modo, aguardo pelo envio do RECIBO, devidamente numerado e sequencial, referente à liquidação da última anuidade que efetuei;

5. Não recebi Notícias Atualizadas, acerca das atividades do "Key Club", através do envio da Newsletter do Key Club, conforme se encontra estatuído na cláusula 24.ª, na alínea g) das Condições Gerais do Cartão Key Club "Premium".

Mais relembro V. Exa. que NÃO AUTORIZO a transmissão dos meus dados pessoais a qualquer empresa que não faça parte do Grupo Palme.


Sem outro assunto de momento.


M/ Cumprimentos,
João Pereira

Sócio N.º 52571

Cartão Key Club "Premium"

P.V.P. do Cartão K.C.: 4.641,00 €

Ano do Contrato: 2006

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

RECLAMAÇÃO - Sócio Key Club


RECLAMAÇÃO
 


Venho divulgar uma situação que acho de extrema importância ser dada a conhecer, nem que seja só para outros não "caírem" no mesmo erro.


Em 2004 recebemos um telefonema dizendo que tínhamos sido escolhidos para receber uma oferta de uma estadia no Algarve ou no Rio de Janeiro e que só tínhamos que a ir levantar. Em troca, só queriam que divulgássemos a agência de viagens em questão. Ao início recusamos, mas a insistência foi muita. Acabamos por aceitar. Lá fomos recebidos e, apesar de nos terem dito que era só para levantar as ofertas, acabamos por apanhar uma " lavagem ao cérebro " que durou cerca de 3 horas. A "lavagem" consistiu em ofertas espetaculares e descontos fantásticos na área do Turismo. Supostamente também nos era oferecido um cartão da Cruz Vermelha com direito a assistência no referido ao hospital.
Teríamos ainda direito a usufruir de 15 dias por ano numa Unidade Hoteleira no Algarve.

Para usufruir de tudo isto, teríamos de pagar 94,80 € por mês, durante 48 meses, o que perfaz um total de 4.550,76 €.
Resumindo e concluindo, quando tentámos usufruir das ditas ofertas, nunca os descontos referidos na venda "agressiva" do produto foram oferecidos, com a desculpa que dependia das datas, coisa que não foi referida na venda...
Nunca recebemos o cartão da Cruz Vermelha, e quando uma vez contactámos a mesma para saber se estávamos abrangidos, a Cruz Vermelha informou-nos que não tinha conhecimento de nada.

Contactamos o Key Club, no sentido de cancelar o Contrato, mas fomos informados que findos os 14 dias após a assinatura do mesmo, já nada podíamos fazer.
Então pagámos o valor do empréstimo (afinal o que fizemos foi um Contrato de Crédito e os senhores do "Key Club" receberam logo o dinheiro), que pelos vistos acabou em 2008.


Em Junho de 2010 fomos surpreendidos com uma carta da Loja Jurídica a dizer que afinal ainda devíamos dinheiro e continuaremos a dever até 2019! Realmente fomos informados que podíamos usufruir de todas as regalias durante 15 anos, mas isso foi anunciado como sendo uma mais valia, não como uma dívida acrescida! Dizem que é pela gestão do processo... Nós nunca usufruímos de nada!
E já pagámos muito bem POR NADA!
Ingenuidade nossa? Sim!



Não lemos as letrinhas nas costas do contrato... mas já era tão tarde, estávamos fartos, cansados... não justifica...mas foi o que aconteceu.

Gostaríamos de saber se nos podem ajudar, se realmente temos mesmo de continuar a pagar até 2019? Se não há nada a fazer? É que o valor que vem mencionado na frente do Contrato já foi totalmente pago e ao referido na carta, nada consta na frente do contrato...
Mesmo que não possamos fazer nada e que tenhamos de aguentar com este fardo, por culpa da nossa ingenuidade, por favor divulguem!
É que trata-se mesmo de uma venda AGRESSIVA e que NÃO É CLARA!

Telefonámos em Junho para o número indicando na carta, para sabermos do que se tratava, a pessoa que nos atendeu o telefone, o Sr. Pedro Lopes, foi extremamente arrogante, chegando mesmo a dizer que eu andava a "brincar aos contratos" e falando-me em tom de ameaça, referindo que ia deixar escrito que eu lhe tinha desligado o telefone…
Posteriormente, o meu marido ligou-lhe e a arrogância dele permaneceu, o que o levou a perder a cabeça no final da conversa e a ser mal educado, coisa que não queria fazer.

Em Março 2011, recebi um SMS, a dizer que tinha de pagar o valor de 702,90 € em 48 horas para evitar a PENHORA DE BENS!
Em Junho de 2010 a divida era de 584,10 €, agora já vai neste valor!

O que mais me impressiona é continuar a ser permitido a existência destas empresas que não passam de "PARASITAS" e essas mesmas pessoas serem capazes de falar de "consciência tranquila", como se estivessem corretos no seu modo de proceder...
Meu Deus, se fui ingénua, haverá quem nos defenda?

Isto é ridículo, paguei quase 5.000,00 € sem ripostar, por saber que tinha sido enredada e agora tinha de aguentar, mas este valor, que não vem referido no rosto do contrato, mas que aparece em letras pequeninas, no meio de tanta coisa escrita, após 3 horas de "lavagem ao cérebro", por volta das 23 horas... com o meu filho de 5 anos já farto de ali estar...

 Afinal de contas, estou a pagar pelo quê?
   
Por favor, ajudem-nos e se a ajuda não for possível, divulguem para que outros não caiam nesta armadilha...


Entretanto, o meu marido já tinha recebido uma carta de Injunção em Dezembro de 2010, à qual não deu importância, pois decidiu ignorar qualquer ameaça que surgisse da parte deles, só quando em conversa com ele eu mencionei o facto de haver pessoas que tinham recebido cartas de Injunção é que ele se apercebeu do que isso significava...


Face à situação exposta, considerando que a reclamação apresentada consubstancia uma prática comercial desleal, ao abrigo do estabelecido no Decreto-lei N.º 57/2008, de 26 de Março, deveríamos inclusive solicitar à Palme II, S.A. o reembolso do valor já pago de 4.550,76 €, por me considerar vítima de burla, por considerar as clausulas contratuais abusivas e por considerar que esta empresa age de má fé em todo o processo de angariação e gestão de Clientes.

 


Com os melhores cumprimentos,
Susana Chaves