segunda-feira, 20 de maio de 2013

PALME II - Desiste de 5.000 Euros!

PALME II


desistiu de 5.000 EUROS!



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Em Agosto de 2005, fui passear pelo Jardim Zoológico com a minha família e, durante a excursão, deparamo-nos com um quiosque que dizia, "Sorteia-se Viagem". Pensando que aquele evento estava ligado ao Jardim Zoológico (à semelhança do que acontece nos Centros Comerciais) eu fui lá e inscrevi-me.



Em Setembro, recebi a famosa chamada dos parabéns, com aquele apelo veemente de ir ao Hotel (no meu caso foi o Hotel D. Luis) para ir levantar "o Prémio". Seguiu-se a habitual "seca" de 3 horas em que se falava de quinquilharias, todas e mais algumas e nunca no prémio, até que chegamos ao ponto de saturação (parece que isso também fazia parte da técnica deles) e visto que a minha esposa ia ter aulas à noite e já passava das 18h00, manifestamos o desejo de nos ir embora, quando o Promotor nos disse então para assinarmos a folha do Prémio, com o n.º de contribuinte e o NIB. Eu hesitei em assinar, mas, visto que o Promotor que comigo falava era muito cordial e inspirava certa confiança e até teve a gentileza de dar-me o cartão de contacto para nos dias seguintes ir me pontualizando sobre a Viagem/Prémio, acedi e assinei o maldito papel. Depois, ele entregou-me um pequeno folheto que tinha informações sobre o "KEY CLUB", mas, não me foi entregue qualquer a cópia do Contrato. Ainda perguntei se seria bom ler aquilo antes de assinar, mas ele foi peremptório em afirmar que não tinha importância, tratava-se apenas de procedimentos formais para oferecer "o Prémio".

Porém, 10 dias depois recebi uma Proposta da CREDIBOM para fazer um crédito para um Cartão e uma carta da PALME com os seguintes dizeres:
«Estimado cliente, parabéns por aderir aos nossos serviços e ble ble, bla,bla.»

Quando li aquele texto, e visto que não tinha subscrito, em consciência, nenhum Serviço, liguei para a empresa PALME onde me foi perguntado se fui a um encontro e se lá tinha assinado algum papel. Então foi me explicado que tinha, com essa assinatura, subscrito uma Prestação de Serviços e cujo custo era de cerca de 5.000 EUROS a pagar em 5 anos "em suaves prestações". Eu disse de imediato que não estava interessado, e perguntei o que poderia fazer. Então disseram-me que não podia voltar atrás, porque desde a assinatura do Contrato eu dispunha de um prazo de 14 dias seguidos para fazer a denúncia do Contrato.

Liguei para a DECO e pelos cálculos feitos eu ainda tinha 24 horas para anular o Contrato mediante  carta registada com aviso de recepção. Assim, escrevi 2 cartas: uma para a CREDIBOM, a informar que não estava interessado em subscrever qualquer Contrato de Crédito, e outra para a PALME a informar que não tinha subscrito nenhuma Prestação de Serviços, de forma consciente, apenas tinha ido levantar "o Prémio" que me foi prometido e solicitava a anulação imediata daquele "Contrato".


Infelizmente, aquelas 24 horas coincidiram com um fim-de-semana, pelo que quando a carta lá chegou já se encontrava fora do prazo, mas creio que isso também foi propositado e era mesmo para que eu não tivesse tempo suficiente para fazer a denúncia do Contrato.

O meu sucesso foi parcial, uma vez que recebi a garantia da CREDIBOM em considerar a minha desistência de contrair o Crédito.
No mês seguinte, porém, notei que tinha sido feita 1 subtracção pela PALME, por débito directo, que eu também tinha assinado naquele mesmo contrato. Dei instruções ao Banco para solicitar a devolução daquele dinheiro. O que consegui, mas, nos 2 meses seguintes foram subtraindo dinheiro até que tomei a decisão radical: transferi a minha Conta Ordenado para outro Banco e saldei a conta de modo que nas vezes subsequentes eles foram lá e já não havia liquidez, e como eu não tinha feito nenhum Crédito, “ficaram com as cuecas na mão” como se diz na gíria. Mas isto pensava eu. Tanto assim é que eles ligaram a dizer que eu estava em falta com a mensalidade. Eu disse que não iria pagar mais nenhuma prestação.
Todavia, 2 meses depois ligaram de novo, a propor o cancelamento do Contrato, mediante o pagamento de um determinado valor. Eu aceitei de imediato e transferi o montante para o NIB que me foi fornecido por telefone. Depois de receber a confirmação de tal cancelamento (outra ingenuidade da minha parte, porque não recebi nada por escrito) a verdade é que cessou toda a correspondência e qualquer relacionamento com o KEY CLUB /Palme II....

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Até Dezembro de 2010, quando recebo "a prenda" da INJUNÇÃO.

Como não sabia nada do que era essa Injunção, fui a um notário para ver se me ajudaria a responder a tal carta, mas, quando a notária leu aquela carta, disse logo que aquilo era assunto de Tribunal e que teria que falar com o meu Advogado. Ou, então, poderia tentar falar com a DECO. Assim, fui à Delegação Regional da DECO e lá disseram-me que não poderiam ajudar em nada. Que aquilo já era assunto de Tribunal e que teria que consultar um Advogado.

Depois de falar com o Advogado, ele elaborou um REQUERIMENTO DE OPOSIÇÃO à Injunção e, dois meses depois, foi agendada a audiência no Tribunal, para o dia 26 de Setembro de 2011, depois de as datas anteriores terem sido preteridas pelos representantes de ambas partes, creio que por sobreposição de agenda.

Durante o período em que aguardávamos pela audiência em Tribunal, a representante da "PALME" fez uma Proposta para pagarmos apenas 2.500 EUROS, e a "PALME" abdicava do resto do valor. Entretanto, o meu Advogado perguntou-me e até me aconselhou que era de considerar a "oferta", já que nós não tínhamos documentos substanciais para fazer Prova dos argumentos invocados.

Contudo, ao contrário do que algum Lesado referiu no blogue e para nossa grande surpresa, recebemos, aproximadamente 4 semanas antes do julgamento, a feliz notícia de que a Mandatária da "PALME" tinha desistido da acção.
E assim aconteceu, esta semana obtive a Certidão que pôs fim a este pesadelo: de alegado devedor de 5.000 EUROS, passei a não dever nada. 

Somente os honorários do meu Advogado...

Por isso, não desanimem, e dependendo do fundamento que coloqueis na Oposição, sempre se pode ganhar o caso, e eles não desistiram apenas de valores pequenos e menos apetecíveis. Quem abdicaria de cobrar 5.000 EUROS?

Por isso digo: ide em frente e juntem toda a informação possível.


Sócio Key Club "Premium"
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